Eu adoro o estilo e a vibe de Jeanne Damas, já sabem bem. Esta rapariga trouxe para o Séc XXI o mito da fille parisienne terrible, cheia de contradições. É aquela mulher que não é linda mas é irresistível, que diz que não se arranja nada e veste a primeira roupa mas está sempre com a camisola perfeita e os lábios encarnados, que parece saída de um filme de Truffaut. Adoro o estilo e (subestilos) dessa parisiense perfeitamente simples, é a minha maior referência de “what to Wear”. Ao resto do boneco, acho uma graça, apesar de ser um boneco de quem as próprias parisenses riem (vide How to Be Parisian Wherever you are, de outra parisienne inveterada, Caroline de Maigret)

Mas porque a Jeanne é muito mais do que apenas a conta do Tumblr onde começou a sua carreira de It Girl dos tempos modernos, rapidamente pôs a sua vibe a trabalhar a seu favor e criou a marca Rouje. Que outro nome poderia ter a marca da rapariga com os lábios mais perfeitamente desbotados de Paris?

Começou pela linha de roupa, com tremendo sucesso (o look french girl é todo Rouje e Sézane) e o passo seguinte foi a maquilhagem, com batons, pois claro!

Há uma semana foi lançada a primeira coleção de batons Le Rouje de Paris, mais clichê e perfeito impossível!

São quatro tons entre um rosa nude, um rosa velho profundo, um vermelho aberto e um vermelho profundo. Os quatro tons que todas nós precisamos na nossa necessaire, e nada mais.

Tom Jeanne, o seu preferido, um vermelho bem aberto.

Tom Lamia, um rosa velho profundo.

Tom Camille, um vermelho escuro quente e profundo.

Tom Emilie, um rosa nude, “your lips but better”.

O packaging é um vintage dourado decadente, mais uma vez perfeito. O meu produto preferido é a paleta com os quatro tons, prontos a serem retocados com o dedo, num café parisiense.

Já tem estes tons na sua coleção? Nao estes batons, mas estes tons. Não são nada de extraordinário, mas pode ser um desafio encontrar o tom que melhor fica no seu tom de pele. Eu já tenho as minhas versões, e realmente não me faltam outros tons… Só me falta Paris…

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