Em Novembro, eu estive no lançamento da versão portuguesa do livro Segredos de Beleza das Francesas, de Mathilde Thomas, fundadora da Caudalie, na Ler Devagar (quem ainda não se perdeu por lá, não deixe de ir!). Inicialmente publicado nos Estados Unidos e destinado a contar às americanas o que caracterizava a beleza “à francesa” que tanto as fascina, agora foi a vez de ser adaptado às portuguesas e o livro não desaponta.

Eu sou uma francophile assumida, adoro esse estilo cheio de clássicos e básicos, chique e descomplicado das francesas e tenho um fraco por este tipo de livros, sobre estilo, beleza e lifestyle francês, que tem uma legião de fãs pelos states. É o que anda à volta do “je ne sais quoi“, do “allure“, a “femme d’un certain âge” e o “être bien dans sa peau”, que as fascina e onde eu também vou buscar inspiração.

Para já, a Mathilde é ferreira com espeto de aço, a perfeita femme d’un certain âge, magra, alta, elegantérrima, completamente bien dans da peau. Contou das suas voltas pelo mundo, da criação da Caudalie, dos desafios que se puseram no seu caminho, do que a inspirou a partilhar connosco o que aprendeu sobre beleza e aplica na sua vida.

Esta é uma boa leitura dentro do género; para quem não está familiarizada com este tipo de livros, é um óptimo livro de referência, ainda por cima, em português e adaptado a nós. Eu tenho vários e são todos em inglês (hei de falar mais sobre eles, se quiserem), e este tem mais do que os conselhos do costume. Também os tem, mesmo porque a beleza francesa é feita de bom senso e simplicidade e isso nunca resulta em conselhos complicados, mas tem as suas nuances únicas.

Está pleno de abordagens sensatas e científicas para a beleza, desde a dieta seguida pela Mathilde, até maquilhagem e penteados, e eu adoro a natureza simplista e natural da sua abordagem.
O livro é dividido em seções, por isso, se alguma delas não apelar às nossas necessidades, podemos simplesmente saltar ou retornar com facilidade. É um livro didático, de partilha de conhecimento próprio.

No entanto, a autora não é nada condescendente e faz com que sintamos que, com alguns ajustes, tudo o que diz pode ser bastante viável e, embora seja a fundadora de uma empresa grande e conceituada, discute igualmente os méritos das alternativas mais baratas encontradas nas farmácias e mezinhas caseiras.

Obviamente nota-se a sua parcialidade relativamente à Caudalie, é claro que vai falar na sua marca e tê-la como espetacular. Mas a verdade é que a Caudalie é mesmo espetacular, não é que a possamos censurar… Além disso, por vezes parece que o único ingrediente espetacular à face da terra é a uva, e a graínha de uva e a pele de uva e o vinho, e o tinto, mas esse é o core da sua marca… E vinho é mesmo o néctar dos deuses, fazer o quê?

Quem procura uma injecção de auto-estima e um gostinho do je ne sais quoi francês, em português, delicie-se nesta conversa de raparigas.

Então, aqui ficam 5 coisas que aprendi com este livro (muito mais lá dentro, já sabem):

1 | O Princípio do Prazer: que a nossa rotina de beleza deve fazer-nos sentir bem ao mesmo tempo que melhora a nossa aparência. Sofrer para ser bela, seja através de demasiado exercício físico, operações plásticas, tratamentos dolorosos, não nos dá prazer e no fim de contas, não nos torna mais bonitas…

2 | A diferença entre óleos de plantas e óleos essenciais, e inúmeras combinações e receitas de beleza que podemos fazer com eles e outros ingredientes que temos na nossa despensa.

3 | Tudo sobre a Cura de Uvas, que basicamente é comer apenas uvas durante (pelo menos) três dias. Mas tem muito mais que se lhe diga.

4 | Caudalie é a unidade de tempo (em segundos) que o sabor do vinho fica no palato depois de bebermos um golo. Quantos mais caudalies, mais intenso o sabor.

5 | Como criar em nossa casa a atmosfera relaxante de um spa, recorrendo aos nossos cinco sentidos.

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One thought on “5 COISAS QUE APRENDI COM “SEGREDOS DE BELEZA DAS FRANCESAS”, DE MATHILDE THOMAS”

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