Sem floreados: porque sou realista. Neste momento da minha vida, não tenho vida para ir ao ginásio.

Eu quero fazer exercício físico, acelerar o meu ritmo cardíaco, exercitar e alongar os meus músculos todos os dias, não apenas uma ou duas vezes por semana.

Encaixar no meu horário apertado mais do que duas, no máximo três sessões de ginásio por semana seria um esforço, e eu não quero um “esforço”, um sacrifício. O que é que acontece quando o esforço acaba? Sim, porque o esforço tem dias contados, é forçosamente temporário, já se sabe! Dura até Julho? E depois, voltamos ao mesmo?

Eu quero criar um estilo de vida, uma rotina que faça parte da minha vida a longo prazo. Encaro isto do exercício como as dietas, elas não resultam porque temos de fazer um compromisso com uma alimentação saudável a longo prazo, não um sacrifício que dura na melhor das hipóteses umas semanas para depois voltar tudo ao mesmo.

Com o exercício eu quero o mesmo, algo que faça parte de todos os meus dias.

Eu trabalho, eu tenho filhos, cabem a mim todas as burocracias e rotinas familiares, eu não tenho tempo para encaixar uma hora e meia do meu tempo útil em pleno dia para ir ao ginásio, ginasticar, tomar banho e viagens. Antes de ter filhos eu ia ao ginásio, eu sei bem o tempo que se tem de investir nisso. Por outro lado, eu não estou para acordar às 6:30 da manhã para fazer desporto, ou sair de casa 21:30, com as horas a que me deito e acordo seria piorar a minha saúde dormir ainda menos. Tudo tem de ser ponderado.

Fazer desporto de alto impacto, como passadeira, aulas de aeróbica e outros causava- me dores de cabeça. Não sei se era desidratação ou outra coisa, mas fazer desporto de alto impacto deixava-me KO para o resto do dia. Eu preciso, neste momento da minha vida, de uma actividade que puxe pelos músculos, alongue-os e me faça perder massa gorda mas sem fazer suar as estopinhas.

Encontrei no yoga ginasticado em casa uma actividade que me enche as medidas.

Já tinha falado sobre ele aqui e desde que comecei a praticar, nunca mais voltei atrás, não me canso.

Foi tão fácil começar quanto encontrar uma aplicação que goste (para mim, assinei a Asana Rebel) e estender na sala o meu yoga mat. Meia hora depois, um duche rápido e o meu dia segue, seja logo de manhã depois de deixar os miúdos na escola, seja à hora do almoço. Simples assim. Uma meia hora que todas nós podemos encaixar na nossa vida, um ganho que eu não me canso de apregoar, que gostava que todas as leitoras sem tempo experimentassem fazer, talvez fossem surpreender-se tanto quanto eu, que de início pensava que isto do yoga era só meditação e stretching. É tão mais.

Um fim de semana corre na perfeição se consigo encaixar uma corrida lá pelo meio. Adoro correr, aquele cansaço que não pára as pernas. É superação.

Noto no meu corpo a diferença: está mais forte, muito mais flexível, mais tonificado e torneado. Noto na minha cabeça a diferença: boa disposição, mente limpa, alegria por saber que estou a dar ao meu corpo o que ele precisa.

Vejo muitas vezes o exercício tido como um castigo, uma consequência de maus comportamentos, ou um sacrifício, um meio para chegar a um fim.

Eu não vejo nada disto. Eu faço exercício porque me amo, não porque me odeio. Eu amo este meu corpo maravilhoso que todos os dias me levanta da cama e dá vida. Ele merece ser oleado, ser mexido e revigorizado todos os dias. Eu sinto mesmo que cada prática é um presente que eu me dou, uma benção para o meu corpo, que muito mo agradece.

You’re welcome, my pleasure.

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2 thoughts on “PORQUE É QUE EU NÃO VOU AO GINÁSIO”

    1. Isabel, experimente começar por umas caminhadas ou corridas, ou procure uma app que lhe dê exercícios para fazer. Eu comprei a Asana Rebel, mas acho que a Nike Fitness, gratuita, é uma óptima app para quem quer explorar fazer exercício em casa

      Beijinhos e força!

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