Vamos falar de cabelos pintados? Vou começar pelo início dos tempos…

Durante a adolescência e universidade foi uma alegria: tive cabelo preto, ruivo, até cor de rosa fluo e balayage caseiro feito com descolorador! Depois desses tempos de diversão e experimentação, quis voltar ao meu tom natural de cabelo, um castanho médio a atirar para o claro, com reflexos dourados,  porque era o mais prático e bonito, eu gostava do meu tom de cabelo natural. Fomos muito felizes, eu e o meu cabelo natural, por uns bons anos!

Quando começaram a aparecer os primeiros cabelos brancos não lhes liguei, e eles começaram a aparecer relativamente cedo, no meu casamento (há 10 anos!)  já os contava pelos dedos de duas mãos. Mas sem stress.

Porém! Depois do nascimento do Pê, e sobretudo do Mi, eles começaram a vir em força. Mais uma das maravilhas da maternidade? Talvez, mas o facto é que já bem me bastavam as noites mal dormidas e a barriga desfeita, chega de decadência e voltei a pintar o cabelo. Resolvi começar a fazê-lo em casa, porque tinha alguma prática e até jeito dos tempos de estudante, e apenas queria um tom sobre tom que cobrisse os brancos e se mantivesse o mais próximo da minha cor natural.

Em termos de coloração, não saía da L’Oréal/Garnier: comecei no Casting (cor semi permanente, que vai saindo com as lavagens) e pouco depois passei à coloração permanente, a variar entre a Excellence Creme e a Olia (sem amoníaco, que entretanto tinha sido lançada). O Excellence era o meu preferido, porque trazia mais quantidade de produto e deixava o cabelo com boa cobertura e suavidade por mais tempo. Mas o Olia era óptimo para coloração sem amoníaco.

Em termos de cor, apontava sempre para o louro escuro ou castanho claro, porque tudo o que fosse cor acima disso, ficava escuríssimo no meu cabelo, nada natural!

Entretanto, com o intervalo cada vez mais curto que tinha de fazer entre pinturas, o cabelo ou ficava muito laranja, quando a cor era demasiado clara, ou demasiado escuro, com as reaplicações e os tons mais castanhos. O meu cabelo precisava de mais dimensão, uma cor com mão profissional, estava na hora de me render às madeixas em cabeleireiro. Eu odeio estar dependente de idas ao cabeleireiro! Adorava ser dondoca, mas não tenho tempo nem paciência para andar sempre de volta do cabelo, mesmo porque vivo no medo de que corra mal e eu não saia satisfeita com a cor ou corte (quando acontece é tão chato, não acham? Eu fico desmoralizada!)

Mas lá fui, e se corto o cabelo com a Jane, no Eighty One (Aveiro), já a cor vou fazer à Gabriela  Nunes, em Coimbra, que percebe intuitivamente de cor para cabelos brancos (décadas de experiência) e faz as madeixas mais naturais. Eu queria madeixas finíssimas, que dessem um banho de cor ao cabelo sem serem visíveis. Com a Gabriela, consigo!

Começámos por tentar incorporar os cabelos brancos, com madeixas num tom sobre tom não permanente caramelo que apanhasse os brancos, e deixasse outros de fora, como já estava a pensar fazer aqui, mas a escolha não correu bem… Ossos deste ofício, mas nas stories os cabelos brancos até brilhavam no escuro, eu definitivamente não estava preparada para assumir e acolher os brancos!

Passámos então a fazer madeixas, sempre nos caramelos ou dourados escuro, e pintar as raízes em cor permanente exactamente do meu tom natural castanho claro. Pintamos o cabelo com não mais do que duas cores, a de base e a das madeixas, um tom mais claro. Faço portanto baby lights, no tom próximo do meu, e em ombré, para que a raiz seja naturalmente mais escura e os comprimentos mais claros. O meu tom é predominantemente o caramelo.

Cada ida para pintar é diferente: numa vez madeixas mais escuras, noutras mais claras, desta vez apenas retoquei a raiz e dei um banho de cor nos comprimentos. Entretanto, os cabelos brancos já são tantos, que deixei de fazer madeixas e pintar as raizes à volta, para fazer o inverso: pintamos o cabelo na base e fazemos madeixas por cima. Toda uma novela, em que nunca sei bem como vai ser o próximo episódio, mas tendo a ir na sugestão da Gabriela e nunca me arrependi!

Tento espaçar ao máximo as sessões, passo sempre de um mês, mas ainda não consegui chegar a dois meses, porque DETESTO ver a auto-estrada de cabelos brancos e os sacanas acumulam-se imenso nas têmporas e entradas… Mas, naquelas duas a três semanas de tortura, safo-me bem com champô seco com cor ou o Magic Retouch em spray e escova da L’Oréal, cobre as brancas estrategicamente e salva vidas!

Mais cedo ou mais tarde vou ter de voltar a pensar em assumir os brancos, mesmo porque gosto imenso de ver noutras mulheres, mas por enquanto, ainda não são para mim, por isso vou continuar a ser cliente relutantemente assídua da cor e madeixas…

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