Os 40 são os novos 30, dizem todos agora. Os 50 são os novos 40, hão de dizer, quando esta nossa geração lá chegar. Estão a tentar tapar o sol com a peneira, ou é wishful thinking? Será que de tanto desejar e repetir essa mentirinha ela torna-se verdade, ou estamos mesmo mais novos? Eu posso até sentir-me mais nova do que a minha mãe se sentiria nos seus 40, mas será por boa preservação ou imaturidade minha? Ou será pura ilusão e também a minha mãe se sentia assim não-tão-nos-quarenta como eu?

Creio que esta é uma questão mais moderna, desta geração Heidi /Xenial a quem está a custar envelhecer, porque tivemos uma infância e juventude do caraças. Custa-nos crescer, queremos mesmo ser forever young, como na canção. Mas os joelhos doem-nos na mesma e está na hora de enfrentar os “entas”.

Não vejo os meus 40 anos como via os da minha mãe. Talvez seja a mesma arrogância com que pensava aos 15 que aos 30 seria super adulta, mas acho mesmo que somos mais jovens nesta geração de 40. E não é (apenas) por continuar a usar ténis todos os dias, creio que felizmente temos maior consciência do nosso espaço próprio, do nosso bem-estar e do que leva a isso, que é cuidarmos de nós.

Os anos passam, muitas de nós têm “pareja”, muitas de nós têm filhos, mas mais cedo ou mais tarde teimosamente não nos anulamos, voltamos a nós e continuamos com um pouco de egoísmo de sobrevivência, aquele que nos autopreserva, que nos faz querer cuidar de nós. Pela nossa saúde, para nos voltarmos a reconhecer ou para tentar abrandar o envelhecimento que já nos assalta.

Na verdade, envelhecer não é fácil para ninguém. Aquelas primeiras constatações que nos caem de repente no lombo não são fáceis de aceitar. Mais do que os cabelos brancos, o envelhecimento a sério quando começa a aparecer é nos joelhos que doem a desdobrar, nas noitadas que demoram a recuperar, na vista que fica cansada, na força que se perde.

Nós sentimos perfeitamente que o nosso corpo começa um declínio, ele deixa de responder como dantes. Isso custa e custa a todos, mulheres e homens, porque ninguém gosta de ver o seu corpo a deteriorar-se, literalmente. Isso é o envelhecimento e é aí que a nossa cabeça tem de entrar em ação. Se nunca nos preocupámos com o nosso corpo antes, agora é a altura de agir, e para sempre.

A atitude positiva e pro-activa face ao envelhecimento não é vaidade ou psicologia barata, é uma questão de sobrevivência. Envelhecer bem não é evitar o envelhecimento, não é querer parecer-se mais nova, é querer ser-se mais forte, mais saudável. É essa força e vitalidade que nos faz chegar novas a velhas.

É esta atitude positiva que nos faz envelhecer bem: é pegar no nosso corpo e exercitá-lo conscientemente, para ficar mais forte, é cuidar da nossa pele, para que fique cuidada, regrar a nossa alimentação, para que nos torne mais saudáveis. E é também aprender coisas novas todos os dias, cultivar a mente, deixar voar a imaginação, estarmos bem com a nossa cabeça e na companhia dos outros, estar a par do que rola no mundo e sermos do mundo.

Este cuidado connosco faz-nos sentir melhor na nossa pele e isso traz-nos vitalidade, mais do que jovialidade. Custa sentir o corpo a oxidar, mas tratá-lo da melhor forma possível vai fazer-nos chegar novas a velhas, mas bem velhinhas mesmo.

Se queres saber como posso ajudar-te, vê aqui.

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