O ácido glicólico foi dos últimos ingredientes power que juntei à minha rotina de pele e foi o que mais diferença fez em 2018.

Outros ácidos, como o ácido retinóico, a mim, fazem um efeito visível em pouco tempo, mas ainda assim visível ao fim de semanas de utilização. Pelo contrário, a ação esfoliante reveladora do ácido glicólico é muito mais imediata, notando logo a seguir à aplicação ou no dia seguinte, quando acordo.

O Ácido glicólico é um ácido orgânico da mesma família dos ácidos láticos, conhecido por facilitar a penetração de substâncias na pele, além de actuar contra a produção de radicais livres e auxiliar na formação de colagénio. É considerado um esfoliante mais agressivo, sendo preferencialmente indicado em peles mais resistentes e mais claras, que é o meu caso. A minha pele fica vermelha e esticada logo após a aplicação do produto mais forte que tenho com este ácido, mas reage sempre bem nas horas e dias seguintes.

Devido ao seu excelente poder de absorção pela pele, o ácido glicólico tem várias aplicações em produtos de cuidados para a pele. É normalmente utilizado em peeling químico por dermatologistas em concentrações que variam de 30% a 80% ou em kits domésticos, com concentrações inferiores a 12%. O ácido glicólico mostra-se benéfico para peles com propensão ao acne, pois ajuda a manter os poros livres do excesso de queratinócitos e também para diminuir sinais e manchas da pele, bem como a queratose actínica.

Ao longo deste ano, juntei ao meu arsenal alguns cosméticos com ácido glicólico, uns mais potentes do que outros, aqui ficam do mais suave ao mais poderoso:

Uso estes produtos à noite, como tratamento para manchas, para alisar o grão da pele, diminuir poros e atenuar rugas.

A Masque Peeling Glicolique, da Caudalie, é uma máscara que se deixa actuar 10 minutos sobre a pele limpa e revela uma tez mais luminosa. Tem uma acção bastante suave, tanto que deixo-a a actuar uns 20 minutos e fico óptima.

O Glow Tonic da Pixi foi comprado na Sephora, e uso-o como um tónico, embebido em algodão sobre a pele limpa e antes de um sérum ou em vez do sérum. Podia usá-lo todos os dias, mas acabo por usá-lo quando quero fazer um tratamento de noite, mas algo suave. Sente-se a actuar, a pele fica muito lisinha logo a seguir, mas ainda assim não é tão potente como as seguintes.

Quem queira experimentar usar ácido glicólico mas quer ser cautelosa, pode começar um destes dois, o investimento não é muito e os resultados visíveis mas suaves.

O peeling glicólico da The Ordinary (já tinha falado sobre ele aqui) é MUITO potente. É um tratamento com 30% de AHA, que apenas deve ser deixado a actuar por 10 minutos (que eu respeito religiosamente!) e remove-se com água morna, não devendo ser usado mais de duas vezes por semana. Melhora visivelmente a textura, luminosidade e tom da pele, imediatamente após o uso. Usei-o muito antes do verão passado, ao apilcar sinto a pele a formigar muito e fica ligeiramente vermelha depois do uso (não tem a ver com o tom vermelho do líquido!), mas a minha acalma a seguir e fica maravilhosa, esticadinha e luminosa.

Assim que experimentei as ampolas Glycolic+E+F da Mesoestetic passei a usá-las como tratamento semanal em vez do peeling da The Ordinary. É o que tenho usado nos últimos meses, depois do Verão. Gosto mais de usar estas ampolas porque sinto que tem uma acção profunda e aguda, mas que se pode deixar estar a actuar durante a noite, revelando a pele desde logo, mas sobretudo de manhã, mais luminosa, mais alisada e muito esticada. Adoro! Aplico sobre a pele limpa como se fosse um sérum e remato com um bom hidratante.

Tenho usado meia ampola por semana, e entretanto intercalando com o tónico da Pixi.

Quem já conheça ou queira uma acção mais incisiva do peeling glicólico, experimente apostar num destes dois meninos, são potentes! Agora, se têm a mínima dúvida ou a pele com algum problema específico, como acne, rosácea, atopia ou sensibilidade, é melhor consultar um dermatologista. Isto resulta para mim, mas naturalmente não posso dizer que seja o melhor para outras peles.

Nunca esquecer: usar religiosamente protector solar enquanto se está em tratamento. Ou melhor ainda, sempre! No verão faço uma pausa deste e outros ácidos, pois são sensíveis ao sol e prefiro fazer uma pausa para não lesionar a pele.

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