Muito longe vai o tempo em que eu queria parecer mais velha! Assim que cheguei aos vinte e poucos eu passei a querer parecer ter vinte e poucos e hoje quero parecer ter trinta, tops! O que se pretende é ter a frescura da juventude sem parecer uma pitinha teenager. Assim, há uma série de coisas, neste artigo apenas do pescoço para cima, que fazia quando era mais nova e que deixei de fazer e noto agora que me devolve juventude e aquele ar de quem ainda é novinha (espero eu!), de quem não é “senhora de idade” ou senhoreca.
1 | Deixei de me maquilhar tanto. Agora ponho o mínimo  de maquilhagem com o máximo efeito. Como aposto imenso na qualidade da minha pele, em limpeza e tratamento, vejo que está suficientemente lisa e livre de borbulhas e imperfeições para usar apenas uma camada fina de base, o mais líquida possível ou em pó. Uso esta da L’Oréal, que está descontinuada, mas aqui em baixo encontram boas alternativas e uso a Mat Lumiére em pó compacto da Chanel (que desconfio também estar descontinuada, ai a minha sorte!), sozinha ou a rematar a base.

2 | Por falar em maquilhagem… Deixei de usar sombras com brilhos, seja irisada ou metálica ou brilhos a sério. Nem cores garridas, fora do natural. A palavra de ordem é matificar e uniformizar os tons com leveza e transparência para alisar as rugas e dar um ar natural! Por isso, não vou usar sombras com brilhos ou cores pouco naturais, que se acumulam nas rugas, mas sim usar tons neutros e mates. Também deixei de delinear com lápis preto ou carregar demasiado na maquilhagem, fico demasiado pesada.

3 | Por falar em olhos… deixei de fazer as sobrancelhas. Bem, continuo a fazer as sobrancelhas, mas trabalho apenas o arco – dá um efeito lifting imediato! – e pouco mais. Esta moda das sobrancelhas mais cheias é óptima para devolver alguma naturalidade ao rosto, pelo que mantenho-as o mais próximo possível da sua forma natural e preencho as falhas com um lápis próprio para sobrancelhas. Uso este. Fundamental!

4 | Deixei de fazer madeixas marcadas ou cores malucas. Mais uma vez, o natural é o que se quer e o mesmo vale para a cor do cabelo. Procuro sempre o tom castanho claro (frio, o dourado deixa-me o cabelo demasiado acobreado). O que se pretende é ter o tom de cabelo que se tinha quando éramos crianças, esse é o nosso tom ideal, seja louro, moreno, geralmente mais claro do que o tom com que acabamos em adultas. A parte das madeixas na verdade eu nunca fiz, porque sempre fugi de me comprometer com cabeleireiro, e ainda bem. É muuuuito difícil encontrar um colorista que faça madeixas perfeitas, daquelas que parecem de criança ou são imperceptíveis. Pelo contrário, o que eu mais vejo por aí e lamento são madeixas demasiado claras ou demarcadas, que denunciam completamente que “já se faz madeixas”, que aquela cor não é a natural, mas sim algo artificial. Enquanto se tem um tom de cabelo mais uniforme, é sinal que não se tem a preocupação de o pintar… assim, o ideal será fazer luzes ou nuances, um ou dois tons abaixo do tom base e por forma a parecer super natural. Missão quase impossível!

5 | Esta última não deixei de fazer, antes faço todos os dias. Cuidar muito bem dos dentes, sobretudo mantê-los branquinhos. Não branco-acidente-nuclear à Paulo Portas, antes um branco normal mas claro, sem manchas, sem tártaro, sem amarelado. Não há nada que denuncie mais a idade do que dentes mal tratados ou envelhecidos.

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